Em um jogo de muitos gols, Vasco e Grêmio ficam no empate. E o Santos segue sonhando com o título

Em um jogo muito movimentado e aberto, o Vasco permitiu o empate do Grêmio após ter dois gols de vantagem no segundo tempo. Gabriel, aos 43 minutos da etapa final, deixou tudo igual: 3 a 3, neste sábado, em São Januário, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro. Éder Luís, Cesinha e Felipe Bastos marcaram para o time carioca. Jonas, duas vezes, tinha feito os outros gols dos gaúchos.

Foi o sétimo empate em casa do Vasco neste Brasileirão. O 14º em 28 jogos no campeonato. Já o Grêmio provou mais uma vez estar em franca ascensão após a chegada de Renato Gaúcho. São sete jogos sem perder. Atualmente está na sétima posição com 43 pontos. O Vasco segue no grupo intermediário. É o 11º colocado com 38 pontos.

Na próxima quarta-feira, o Vasco enfrenta o Corinthians, em São Januário, em jogo adiado do primeiro turno do Campeonato Brasileiro. Já o Grêmio só volta a campo no domingo, dia 17, para encarar o Cruzeiro, no Olímpico, em Porto Alegre.

A chuva fina não afastou o público de São Januário, que compareceu de forma razoável em São Januário. O Vasco começou tentando pressionar o Grêmio. Tinha mais a posse de bola e até chegava bem pela direita com Fagner. Mas não assustava. Felipe, que voltava ao time após se recuperar de lesão, estava preso na marcação e era lento na movimentação. E as tentativas nos chutes de fora da área eram lamentáveis. Sem qualquer direção... Enquanto isso, o time gaúcho sabia atacar com perigo.


 A preocupação dos defensores vascaínos era com Jonas, artilheiro do Brasileirão. Mas foi o meia Lucio quem entrou na área, deixou Cesinha na saudade e chutou rasteiro. A bola bateu na rede pelo lado de fora. Alguns gremistas gritaram gol pensando que a bola havia entrado.

O Vasco parecia depender da inspiração de Eder Luis. E o atacante, em boa fase, resolveu aparecer. Primeiro, fez um giro em cima de Rafael Marques e soltou a bomba de fora da área. A bola explodiu no travessão. No minuto seguinte, Zé Roberto deu um ótimo passe para o jogador, que apareceu livre à frente do goleiro Marcelo Grohe. Um toque sutil foi o suficiente para enganar o camisa 1 e marcar o primeiro gol cruzmaltino. Vasco 1 a 0. Foi o sétimo gol de Eder Luis no Campeonato Brasileiro.


O gol não desanimou o Grêmio, que tocava melhor a bola. Sempre com Douglas, que jogava com liberdade, comandando o time. E após uma triangulação pela direita, Gabriel cruzou e Jonas desviou para o gol antes da chegada de Fernando Prass.
O atacante saiu comemorando, mas o árbitro Alício Pena Júnior anulou o lance marcando impedimento.

Para tentar anular o ataque gremista, o Vasco buscava congestionar a intermediária com muitos jogadores. E passou a jogar no contra-ataque explorando principalmente a velocidade de Eder Luis pelo lado esquerdo em cima do lento zagueiro Paulão. Mas era pouco. O Grêmio foi, aos poucos, dominando a partida.

Durante o primeiro tempo, o time carioca perdeu o lateral-direito Fagner, que saiu de campo com um problema muscular na parte posterior da coxa direita. O paraguaio Irrazábal entrou. Aproveitando a mudança, o Grêmio passou a explorar mais o setor. Foi por ali que André Lima recebeu livre e chutou cruzado. Fernando Prass, em grande defesa, evitou o empate.

O jogo era bom. O Vasco tinha lampejos de criatividade. Principalmente quando a bola parava nos pés de Zé Roberto. O meia, mais uma vez, conseguiu deixar Eder Luis na cara do gol. Só que o chute saiu fraco e o goleiro Marcelo Grohe defendeu. Do outro lado, Jonas não quis saber de toquinho. Soltou a bomba da entrada da área após dar um drible de corpo em Rafael Carioca. Fernando Prass se esticou, mas não tinha como defender o chute. Bola na rede. Tudo igual: 1 a 1. Foi o 18º gol do atacante no Brasileirão.

E quando o primeiro tempo parecia terminar com um justo empate, o Vasco achou um gol em cobrança de escanteio. Após a bola ser cruzada para a área, Dedé subiu mais alto do que a marcação e tocou de cabeça para Cesinha, entre três gremistas, desviar para o gol e deixar o time carioca novamente em vantagem: 2 a 1.

Em mais uma vitória, o Santos vence o Atlético-PR e segue sonhando com a tríplice-coroa;

 O Atlético-PR não conseguiu brecar o embalo do Santos. Após atropelar o líder Fluminense na última quarta-feira, vencendo por 3 a 0, no Rio, o Peixe bateu mais um concorrente direto na briga pelo título do Brasileirão. Fez 2 a 0 no Furacão, neste sábado à noite, na Vila Belmiro, pela 29ª rodada da competição, e mantém vivo o sonho da Tríplice Coroa . A diferença para o time carioca caiu momentaneamente para sete pontos (52 a 45). O time santista, que subiu para o quarto lugar, tem um jogo a mais para cumprir que o rival das Laranjeiras. Já o Atlético cai para o sexto lugar, com 43.




Os dois times entraram em campo sonhando encostar nos ponteiros do Brasileirão, mas tiveram dificuldades para criar jogadas. O Santos dependia de algum lampejo de Neymar, que até criou jogadas interessantes, como no lance em que tabelou com Alex Sandro, recebeu na frente, passou no meio de dois zagueiros com rapidez estonteante e chutou.

João Carlos defendeu com o pé esquerdo, aos 27 minutos. O problema do Peixe é que os outros jogadores não acompanhavam o camisa 11. Alan Patrick não acertou nenhum passe na primeira etapa. Zé Eduardo ficou mais preocupado em reclamar da arbitragem do que em jogar futebol. Ele deixou o gramado, no intervalo, reclamando que foi derrubado por Paulinho na área aos dez minutos de jogo. O juiz ignorou.

 Pelo lado do Furacão, jogadas de perigo só quando Branquinho aparecia. O meia, muito liso, conseguiu levar vantagem sobre a marcação na maioria dos lances.


Só que, assim como Neymar, o meia do Atlético não tinha com quem jogar. Ivan Gonzalez não conseguia concluir as jogadas e Nieto apresentava sérios problemas de relacionamento com a bola. Nem as jogadas de falta, que costumam ser armas importantes, sempre com as batidas precisas de Paulo Bayer, saíram com correção. Dessa forma, restou a Branquinho tentar resolver sozinho, principalmente em chutes de fora, como aos 26 minutos, quando ele quase surpreendeu o goleiro Rafael.

O Santos começou melhor o segundo tempo. Teve mais a posse, cercou o Atlético-PR, mas começou a bater no paredão rubro-negro. A equipe paranaense se segurava bem lá atrás, brecando as investidas santistas. Aos 16 minutos, o técnico Marcelo Martelotte resolveu mexer na equipe. Ele já havia tirado Danilo no primeiro tempo, por problema médico.

Agora, era uma questão tática. Maranhão entrou no lugar de Pará. A esperança do treinador era tornar as saídas pelo lado direito mais velozes, uma tentativa de surpreender a boa defesa adversária. O que talvez Martelotte não esperasse era que a mudança desse resultado tão rápido.

Em seu primeiro lance, aos 17, Maranhão arrancou pela direita, tabelou com Neymar, recebeu na frente e chutou cruzado, abrindo o placar. A bola ainda bateu na trave antes de morrer na rede. O gol deixou o Atlético atordoado. Quando ainda tentava entender o que estava acontecendo, o Furacão levou o segundo, aos 20. Neymar recebeu de Maranhão e partiu em velocidade pela direita. O camisa 11 invadiu a área e foi derrubado por Paulinho. Pênalti, que Zé Eduardo bateu e converteu.

Após levar o segundo gol, o Atlético parou. Não chegou mais perto do gol do Santos, que passou a gastar o tempo, segurando o resultado.

O Santos volta a campo na próxima quarta-feira, quando enfrenterá o Internacional, mais um confronto direto, às 22h, na Vila Belmiro. Trata-se de um jogo atrasado da 13ª rodada, adiado a pedido do Colorado. Já o Furacão, pela 30ª rodada, recebe o Goiás, sábado, às 18h30m, na Arena da Baixada.

0 comentários:

Postar um comentário