O estádio Luzhniki não trazia boas lembranças para o Chelsea desde que o capitão John Terry escorregou e jogou para fora a chance de um inédito título da Liga dos Campeões, na decisão de 2008, contra o Manchester United. Mas o adversário de agora era outro e, diante do Spartak de Moscou, os Blues se impuseram no seu estilo e venceram por 2 a 0, nesta terça-feira, pela terceira rodada do Grupo F da Champions League.
O russo Yuri Zhirkov e o francês Nicolas Anelka marcaram ainda no primeiro tempo e ratificaram a liderança da equipe do técnico Carlo Ancelotti, agora com nove pontos e com as duas mãos na vaga para as oitavas de final. Basta derrotar novamente os russos, dessa vez em Stamford Bridge, no dia 3 de novembro, para ficar com a vaga com duas rodadas de antecipação. Olympique e Zilina, que duelam nesta terça na França e ainda não pontuaram, também terão o mando invertido para o quarto jogo da chave no mesmo dia, na Eslováquia.
As equipes entraram em campo com desfalques importantes. O Spartak não tinha o meia Alex, ex-Inter e "dono" do time. Ibson, Ari e Welliton foram os brasileiros em campo. Os ingleses não puderam contar com Drogba, Lampard e os brasileiros Alex e Ramires, todos entregues ao departamento médico.
O Chelsea de Carlo Ancelotti é pragmático, mas nem por isso menos perigoso. Sabe atacar na hora certa, dar o bote e definir a parada sem que o adversário se dê conta. Foi assim no primeiro tempo.
Mandante, o Spartak começou em cima e teve as melhores chances. Aos 9, Parshivlyuk fez a jogada, invadiu a área e rolou para Kombarov. O chute saiu por cima, com muito perigo. Aos 13, Welliton dominou de costas na grande área, girou e emendou de canhota, obrigando Petr Cech a fazer grande defesa.
A resposta veio na sequência. No minuto seguinte, Kalou esticou para Malouda, que se livrou da marcação com o domínio para chutar de direita. Passou perto do gol de Dykan. O goleiro, no entanto, nada pôde fazer aos 24. Após cruzamento, Suchy afastou mal a bola e viu o russo Zhirkov marcar um golaço, com um sem pulo de canhota. Ele se sentia cada vez mais em casa.
Mas o Chelsea é uma equipe globalizada, com franceses e um ganês em destaque. Anelka, Malouda e Essien cresceram no jogo e viraram protagonistas. Aos 31, o atacante rolou para o volante, que aproveitava os espaços cedidos pelos laterais do Spartak. Ao invés de chutar, no entanto, Essien preferiu o passe. O mesmo aconteceu com Anelka, aos 37.
O francês aprendeu com o erro. Aos 39, Essien arrancou pelo meio e deu ótimo passe para Anelka, que invadiu a área, limpou Suchy e chutou colocado. Foi seu gol de número 50 com a camisa dos Blues. A segunda etapa foi ainda mais eletrizante e movimentada. Não à toa aos 46 segundos o Chelsea já poderia ter finalizado o jogo, com Anelka. No contra-ataque, o Spartak mostrou estar vivo, em chute de McGeady, de fora da área, que quase encobriu Cech.
Os ingleses souberam administrar sua vantagem, apesar de correr alguns riscos, dois deles em chutes de Ibson, também de longe, aos 18 e 19. O arqueiro tcheco ia trabalhando cada vez mais, mas o tempo também passava com a impressão de que, mesmo desfalcado de suas duas principais estrelas, o Chelsea conquistava os três pontos mais difíceis desde então no grupo. E, claro, ajudava a apagar um pouco o fatídico 21 de maio de 2008 da memória.
- Sabíamos que precisávamos fazer uma partida quase perfeita e ter um pouco de sorte para superar o Chelsea. Infelizmente nosso time começou o jogo um pouco assutado. Tivemos alguns erros defensivos no primeiro tempo, eles souberam aproveitar esses descuidos e fizeram dois gols. Buscamos marcar de todas as maneiras no segundo tempo, mas é muito difícil fazer gol no Petr Cech. Ele fez grandes defesas na partida, inclusive em dois chutes que arrisquei da entrada da área. Ficamos com a sensação de que poderíamos ter conseguido um resultado melhor, mas perdemos para os favoritos - disse o meio-campista brasileiro Ibson.
Na volta de Fábregas, que marcou o seu, Gunners vencem por 5 a 1 e se mantêm com 100% de aproveitamento;
OArsenal honrou a grande campanha que faz nesta temporada na Liga dos Campeões e atropelou o Shakhtar, nesta terça-feira, no duelo dos líderes do Grupo H, no Emirates Stadium. Após golear o Braga por 6 a 0 e vencer o Partizan fora de casa por 3 a 1, o time de Arsene Wenger venceu a equipe ucraniana por 5 a 1 e se isolou na primeira colocação da chave, com 9 pontos. Os visitantes seguem na segunda posição, com 6. Os gols dos Gunners foram marcados por Song, Nasri, Fábregas, Wilshere e Chamakh, enquanto Eduardo da Silva marcou o gol de honra dos visitantes. No outro jogo do grupo, o Braga bateu o Partizan por 2 a 0, com um gol do brasileiro Lima e outro de Matheus.
O jogo marcou também a volta de Fábregas, que estava com uma lesão muscular, ao time titular dos Gunners após um mês longe dos gramados. Já o brasileiro Denílson começou no banco. O time ucraniano, por sua vez, iniciou a partida com três atletas nascidos no Brasil: Alex Teixeira, Luiz Adriano e Willian, que foi substituído no intervalo pelo compatriota Douglas Costa. Ex-Arsenal, o atacante Eduardo da Silva começou entre os reservas, mas entrou na etapa complementar.
Atuando em casa, o Arsenal começou o jogo com o maior domínio da posse de bola e tentava pressionar o Shakhtar, que se fechava bem na defesa, matando a criação das jogadas inglesas. Mas foi o time ucraniano quem chegou pela primeira vez. Aos 13, Rat aproveitou rebote e finalizou rasteiro, ao lado da meta de Fabianski.
O Arsenal, porém, abriu o placar em uma bobeada do goleiro Pyatov, aos 19. Após cobrança de escanteio, o arqueiro do Shakhtar soltou bola fácil na pequena área, e Alex Song ficou com a sobra. O camaronês tentou primeiro de letra e, com uma boa dose de sorte, empurrou para o fundo do gol de canela, abrindo o marcador em Londres.
Embora o Arsenal tenha criado outra boa chance logo na sequência, em um chute forte de Nasri, o Shakhtar começou a equilibrar mais as ações após sofrer o gol, e o jogo ficou mais parelho.
As duas equipes seguiram fazendo uma partida com muitos toques de bola e poucas chances criadas, até que o Arsenal fez valer sua superioridade técnica para ampliar pouco antes do intervalo. Aos 42, Song cruzou da direita para Nasri, que ganhou da defesa com um belo domínio e fuzilou de perna esquerda no meio do gol de Pyatov, que não conseguiu segurar.
O Shakhtar voltou com outra postura do intervalo e quase abriu o placar logo no primeiro minuto. Mkhitaryan encontrou o brasileiro Luiz Adriano dentro da área, que, livre, chutou em cima do goleiro Fabianski, perdendo uma grande chance de diminuir a diferença.
Apesar do bom início da equipe ucraniana na segunda etapa, o Arsenal não se intimidou e fez mais um, com Fábregas, aos 15. Se já havia perdido a oportunidade de virar herói pouco antes, Luiz Adriano agarrou Djourou na área, e o juiz deu pênalti. O camisa quatro dos Gunners foi para a cobrança e não decepcionou: 3 a 0 Arsenal.
O quarto gol do Arsenal veio logo em seguida, após uma bela troca de bola do ataque inglês. Aos 21, Wilshere tabelou com Nasri e apareceu livre na área para só tirar o goleiro Pyatov do lance. Três minutos depois, Chamakh recebeu uma linda assistência na área e, após conferir com o auxiliar que estava em posição legal, tocou para o fundo da rede adversária, marcando o quinto dos Gunners.
A festa no Emirates foi tamanha que a torcida inglesa vibrou até na hora de sofrer gol. Isso porque, aos 37, o ex-jogador do Arsenal Eduardo da Silva descontou para o Shakhtar. Após receber cruzamento da direita, o atacante naturalizado croata apareceu na área para finalizar com estilo no canto direito de Fabianski, marcando o de honra para os visitantes.
Com muitos desfalques, Chelsea vence Spartak Moscou. No grupo H: Sem piedade, o Arsenal atropela o Shakhtar
- terça-feira, 19 de outubro de 2010
- Postado por Adriel Henrique às 19:22
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