Baresi assumiu o comando do São Paulo após a saída de Ricardo Gomes, que não renovou contrato por causa da eliminação do time na Libertadores. O comandante, vindo da base do clube, sofreu no início: empatou com o Cruzeiro, foi goleado pelo Corinthians, igualou placar com Vasco e Fluminense, até conseguir a primeira vitória diante do Atlético-GO. Desde então, venceu mais duas, contra Atlético-MG e Flamengo. Jorge Wagner elogia a força do interino, que mesmo sofrendo grande pressão e trabalhando com a possibilidade de sair do cargo nas primeiras rodadas conseguiu se manter firme e dar sua cara ao Tricolor em campo.
- Quando ele chegou aqui o time não vinha bem, passava por um momento de transição, jogadores da base subiam, e ele conseguiu superar tudo com muito trabalho. Todos estavam dispostos a ajudar da melhor maneira possível, sabíamos do que ele era capaz, teve uma passagem brilhante pelos juniores com a campanha na Copa São Paulo. Não só ele que tem de melhorar, nós também, mas estamos todos no caminho certo - elogiou o meia.
A diretoria do São Paulo nunca escondeu que Baresi é um técnico interino e que a procura por outro nome nunca se encerrou. Mas está dando tranquilidade para o treinador trabalhar. Para Jorge, não seria nenhum absurdo se Baresi fosse oficialmente efetivado no cargo.
- Não tenho dúvidas de que sim (pode ser efetivado). No pouco tempo em que convivemos e pelo trabalho de campo, já dá para ver que ele é diferenciado. Só com o passar do tempo vamos conhecer melhor sua filosofia, mas ele já mostrou resultados, só falta a boa sequência de vitórias, que deve vir até o fim do campeonato.
Outros interinos ganharam espaço em vários clubes brasileiros e um deles foi até campeão nacional em 2009: Andrade, pelo Flamengo. Jorge Wagner acha que um técnico interino é recebido com mais afeto pelo grupo justamente porque está começando. O meia também procura dar a mesma assistência aos garotos que sobem da base para o profissional.
- Temos um carinho especial pelo treinador da base e pelos jogadores que estão surgindo. Na época do Bahia, quando subi para o profissional, senti o carinho dos atletas de lá, agora tenho praticamente quatro anos de São Paulo e tento passar isso para quem chega. O importante é acomodar os garotos da melhor maneira possível ao profissional, fazer com que eles se sintam bem.
Com Baresi, Jorge admite: vive melhores dias. Mas não culpa Ricardo Gomes pelo período na reserva, apenas explica que o momento da equipe influenciou na época do antigo treinador.
- Tive oportunidades com o Ricardo, mas o time não vinha ganhando e a eliminação na Libertadores pesou muito. Com o Baresi estou tendo mais chances, o time está crescendo, e este é o momento de aproveitar, passar energia para o grupo. A vitória sempre dá mais confiança, e a tendência é que o crescimento individual também seja maior com ela - completou.
Jorge Wagner enche Sérgio Baresi de elogios e torce por efetivação: "Ele é diferenciado"
- sexta-feira, 10 de setembro de 2010
- Postado por Adriel Henrique às 10:25
-
0
comentários
Em seu jogo de número 200° - Jorge Wagner: 'É um grande orgulho chegar a esta marca'
O meia Jorge Wagner está longe de atingir os 20 anos de São Paulo, como Rogério Ceni alcançou nesta semana, mas nem por isso deixou de ser homenageado pelo clube pelos 200 jogos completados pelo Tricolor. A marca foi atingida nesta quarta-feira, no confronto contra o Flamengo, pelo Brasileirão.
- Tenho a consciência de que não é qualquer atleta que chega a disputar 200 partidas por um clube como o São Paulo. É um grande orgulho chegar a esta marca e agradeço a todos pela placa que recebi. Nos dias atuais, um jogador dificilmente disputa mais de duas temporadas por um time, fico feliz com este reconhecimento - disse o jogador, via assessoria de imprensa.
Bicampeão brasileiro pelo Tricolor, o jogador tem boas recordações de sua passagem pelo clube e dá demonstrações de que o carinho será eterno.
- Graças a Deus tive a oportunidade de participar de um grupo que ganhou três Brasileiros seguidos, sendo que eu estive em 2007 e 2008. As boas campanhas em outros campeonatos, os gols importantes, o apoio da torcida... Tudo isso faz ter um sentimento muito grande em relação a este clube, um respeito que levarei comigo para sempre.
- Tenho a consciência de que não é qualquer atleta que chega a disputar 200 partidas por um clube como o São Paulo. É um grande orgulho chegar a esta marca e agradeço a todos pela placa que recebi. Nos dias atuais, um jogador dificilmente disputa mais de duas temporadas por um time, fico feliz com este reconhecimento - disse o jogador, via assessoria de imprensa.
Bicampeão brasileiro pelo Tricolor, o jogador tem boas recordações de sua passagem pelo clube e dá demonstrações de que o carinho será eterno.
- Graças a Deus tive a oportunidade de participar de um grupo que ganhou três Brasileiros seguidos, sendo que eu estive em 2007 e 2008. As boas campanhas em outros campeonatos, os gols importantes, o apoio da torcida... Tudo isso faz ter um sentimento muito grande em relação a este clube, um respeito que levarei comigo para sempre.
- quinta-feira, 9 de setembro de 2010
- Postado por Adriel Henrique às 21:54
-
0
comentários
Richarlyson espera trinca decisiva e diz o que mudou no Tricolor: atitude
Um dia depois da vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo, no Morumbi, o São Paulo voltou a treinar no CT da Barra Funda em clima descontraído. Os reservas e atletas que pouco atuaram na partida enfrentaram um jogo-treino contra o Desportivo Brasil. A atividade terminou empatada por 2 a 2, gols de Zé Vitor e Carlinhos para o Tricolor. Os titulares fizeram um trabalho de recuperação no Reffis. Fernandão, que deixou o estádio sentindo dores por causa de uma pancada no tornozelo esquerdo, fez tratamento, mas não preocupa para o duelo deste domingo, contra o Botafogo, no Engenhão.
O Botafogo, aliás, é o primeiro dos três adversários complicados que o São Paulo irá enfrentar nesta sequência no Brasileiro. Depois, o time encara Internacional em casa, na quinta, e o Palmeiras, no domingo seguinte, no Pacaembu. Assim como Rogério Ceni, Richarlyson acha que somente após estas três partidas o Tricolor poderá definir o que buscará no Brasileiro.
- Se vencermos estes três adversários, teremos 100% ou até mais do que isso de confiança. O Botafogo e o Inter são concorrentes diretos na tabela, e o Palmeiras é um clássico, que sempre traz um aspecto diferente. São três jogos de extrema importância para sabermos o que vamos querer nesta competição. Os resultados farão o grupo pensar no que vai almejar depois. Espero que possamos estar perto ou entre os primeiros para pensarmos em título – explicou o camisa 20.
Após a eliminação da Libertadores nas semifinais diante do Internacional, o São Paulo acumulou os resultados ruins pós-Copa, não renovou o contrato com Ricardo Gomes e colocou o interino Baresi no comando. O time sofreu um período turbulento e chegou a se aproximar da zona de rebaixamento. Mas hoje o clima é totalmente positivo. O que mudou no comportamento da equipe em campo para que as vitórias aparecessem? Richarlyson explica.
- O que mudou? A atitude, a busca incessante pelo gol, o time não se limitou a segurar um resultado. E na verdade é: quando a água bate na bunda é preciso fazer algo. Tivemos um treinador que queria mostrar do que era capaz dentro do futebol, e buscamos o melhor de cada um. Espero que ninguém se dê por satisfeito ainda – acrescentou.
FONTE: Globoesporte.com
O Botafogo, aliás, é o primeiro dos três adversários complicados que o São Paulo irá enfrentar nesta sequência no Brasileiro. Depois, o time encara Internacional em casa, na quinta, e o Palmeiras, no domingo seguinte, no Pacaembu. Assim como Rogério Ceni, Richarlyson acha que somente após estas três partidas o Tricolor poderá definir o que buscará no Brasileiro.
- Se vencermos estes três adversários, teremos 100% ou até mais do que isso de confiança. O Botafogo e o Inter são concorrentes diretos na tabela, e o Palmeiras é um clássico, que sempre traz um aspecto diferente. São três jogos de extrema importância para sabermos o que vamos querer nesta competição. Os resultados farão o grupo pensar no que vai almejar depois. Espero que possamos estar perto ou entre os primeiros para pensarmos em título – explicou o camisa 20.
Após a eliminação da Libertadores nas semifinais diante do Internacional, o São Paulo acumulou os resultados ruins pós-Copa, não renovou o contrato com Ricardo Gomes e colocou o interino Baresi no comando. O time sofreu um período turbulento e chegou a se aproximar da zona de rebaixamento. Mas hoje o clima é totalmente positivo. O que mudou no comportamento da equipe em campo para que as vitórias aparecessem? Richarlyson explica.
- O que mudou? A atitude, a busca incessante pelo gol, o time não se limitou a segurar um resultado. E na verdade é: quando a água bate na bunda é preciso fazer algo. Tivemos um treinador que queria mostrar do que era capaz dentro do futebol, e buscamos o melhor de cada um. Espero que ninguém se dê por satisfeito ainda – acrescentou.
FONTE: Globoesporte.com
- Postado por Adriel Henrique às 21:52
-
0
comentários
No morumbi , São Paulo vence Flamengo por 2 à 0 e presenteia Ceni com bela vitória
Em um encontro marcado pela festa para Rogério Ceni, que celebrou 20 anos de São Paulo, o dono da casa construiu a vitória por 2 a 0 sobre o Flamengo ainda no primeiro tempo, na noite desta quarta-feira, no Morumbi, pelo Brasileiro. O Tricolor conseguiu a terceira vitória seguida na competição e mostrou que está realmente se recuperando da crise que atravessou após a Copa do Mundo. A equipe carioca não tem nada para comemorar: chegou ao sexto jogo sem vitória, o que não acontecia desde 2008, se aproximou dos últimos colocados e ainda teve Diogo, expulso quase no fim da primeira etapa.
Com o resultado, o dono da casa chegou a 28 pontos na oitava posição, mas ainda pode ser ultrapassado pelo Vasco. O visitante segue com 22, em 16º, na beira da zona de rebaixamento, mas não corre o risco de entrar no Z-4 ainda nesta rodada. Na próxima, o time carioca encara o Vitória no sábado, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, às 18h30m, e a equipe paulista enfrenta o Botafogo, no domingo, às 16h, no Engenhão.
Festa só para os tricolores. Diogo é expulso
A noite era de homenagens no São Paulo. Rogério Ceni recebeu um troféu por ter completado 20 anos de clube na última terça-feira. E Jorge Wagner completou 200 jogos com a camisa do time e foi presenteado com um uniforme especial.
Na escalação tricolor, o técnico Sérgio Baresi resolveu começar a partida com duas linhas de quatro. Junior Cesar perdeu a vaga e Richarlyson foi deslocado para a lateral esquerda. Cleber Santana ganhou um lugar no meio campo, e Jorge Wagner ocupou a vaga de Casemiro, suspenso, povoando o meio pela esquerda. No Fla, Silas montou o time no 4-4-2, com Renato na criação, e Diogo e Deivid no ataque. Petkovic ficou novamente no banco de reservas de início.
Com Marcelinho em mais uma atuação inspirada, o São Paulo chegou ao gol logo aos oito minutos: o jovem costurou a defesa e tocou para Marlos, sozinho, driblar Marcelo Lomba e tocar cruzado: 1 a 0 para o dono da casa.
O Fla tentou responder com um chute de primeira de Willians, que bateu na rede pelo lado de fora, na parte de cima, e assustou Ceni. Mas a verdade é que o anfitrião tinha mais facilidade em chegar ao ataque do que o visitante. Silas então tomou uma atitude pouco comum; sacou Correa, aos 21 minutos, para a entrada de Vinicius Pacheco, com o objetivo de fazer o seu time também procurar o gol. O volante, após ser substituído, sentou no banco e colocou as mãos no rosto, arrasado. E ainda ouviu do treinador a seguinte frase:
- Desculpa, mas eu tenho que arrumar o time.
Mesmo com a modificação, o Flamengo ainda tinha muito trabalho para evitar que o São Paulo fizesse o segundo e seguia sem incomodar a meta de Ceni. Aos 27, após uma cobrança de escanteio de Jorge Wagner, Fernandão cabeceou a bola no travessão de Marcelo Lomba. Mais um susto para a defesa rubro-negra.
Diogo fez uma falta desnecessária aos 38 minutos em Richarlyson e sofreu cartão amarelo. A bobagem custaria caro um minuto depois: o atacante caiu na área tentando cavar um pênalti e recebeu o segundo amarelo, que gerou automaticamente o vermelho. O Flamengo ficou com um a menos.
Era o que o São Paulo precisava para fazer o segundo: com ainda mais liberdade, Jorge Wagner cruzou com precisão para Fernandão, de cabeça, ampliar: 2 a 0 e festa da torcida tricolor, que começou a gritar: "o campeão voltou". Os torcedores rubro-negros, calados, não acreditavam no que viam, e se irritaram ainda mais quando Renato isolou a bola em uma cobrança de falta aos 44. Deivid, em uma tentativa individual, deu um chute fraco a gol aos 45, tornando fácil a defesa de Ceni.
Silas é chamado de burro, Fla melhora, mas Tricolor garante a vitória
Silas manteve o time só com um atacante na volta do segundo tempo. Baresi, contente com a vitória parcial, colocou a equipe do São Paulo no 3-5-2, com a saída de Cleber Santana e a entrada de Renato Silva. A primeira chance do Fla foi aos sete, com Willians chutando perto da trave direita de Ceni. Aos nove e, aos 11, Lomba teve trabalho: no primeiro lance, ele defendeu uma finalização de Fernandão. Na segunda, ele viu uma bola de Marlos passar perto do ângulo direito do seu gol.
Com o Tricolor mais fechado, o Flamengo começou a ter mais tempo para trabalhar a bola e ameaçar a meta de Ceni. Uma cobrança frontal de Leo Moura, aos 13, beijou a trave. Angelim pegou o rebote de cabeça e obrigou Xandão a tirar em cima da linha. A bola só sossegou nas mãos do homenageado da noite. O time carioca crescia de produção, e a torcida pedia "Pet, Pet".
Com a demora de Silas para mexer, os torcedores rubro-negros começaram a chamar o técnico de burro. Pouco depois, o comandante resolveu mudar tudo na frente: tirou Renato Abreu, bastante vaiado, para a entrada de Pet, e colocou Diego Maurício no lugar de Deivid, que também esteve apagado. No Tricolor, Ilsinho entrou para fazer a reestreia com a camisa do clube.
O São Paulo, fechado, tinha Marcelinho como única arma ofensiva. Enquanto isso, o visitante tentava pelo menos diminuir o prejuízo. A melhor chance do Flamengo surgiu aos 36, quando Willians foi derrubado por Miranda na meia-lua. Pet se preparou para cobrar, mas quem bateu foi Juan, que mandou por cima do gol de Ceni. O homenageado ainda precisou fazer uma defesa importante aos 44 minutos, após uma cabeçada de Jean. Mas trabalhou bem menos do que imaginava antes da partida.
GOLS:
Com o resultado, o dono da casa chegou a 28 pontos na oitava posição, mas ainda pode ser ultrapassado pelo Vasco. O visitante segue com 22, em 16º, na beira da zona de rebaixamento, mas não corre o risco de entrar no Z-4 ainda nesta rodada. Na próxima, o time carioca encara o Vitória no sábado, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, às 18h30m, e a equipe paulista enfrenta o Botafogo, no domingo, às 16h, no Engenhão.
Festa só para os tricolores. Diogo é expulso
A noite era de homenagens no São Paulo. Rogério Ceni recebeu um troféu por ter completado 20 anos de clube na última terça-feira. E Jorge Wagner completou 200 jogos com a camisa do time e foi presenteado com um uniforme especial.
Na escalação tricolor, o técnico Sérgio Baresi resolveu começar a partida com duas linhas de quatro. Junior Cesar perdeu a vaga e Richarlyson foi deslocado para a lateral esquerda. Cleber Santana ganhou um lugar no meio campo, e Jorge Wagner ocupou a vaga de Casemiro, suspenso, povoando o meio pela esquerda. No Fla, Silas montou o time no 4-4-2, com Renato na criação, e Diogo e Deivid no ataque. Petkovic ficou novamente no banco de reservas de início.
Com Marcelinho em mais uma atuação inspirada, o São Paulo chegou ao gol logo aos oito minutos: o jovem costurou a defesa e tocou para Marlos, sozinho, driblar Marcelo Lomba e tocar cruzado: 1 a 0 para o dono da casa.
- Desculpa, mas eu tenho que arrumar o time.
Mesmo com a modificação, o Flamengo ainda tinha muito trabalho para evitar que o São Paulo fizesse o segundo e seguia sem incomodar a meta de Ceni. Aos 27, após uma cobrança de escanteio de Jorge Wagner, Fernandão cabeceou a bola no travessão de Marcelo Lomba. Mais um susto para a defesa rubro-negra.
Diogo fez uma falta desnecessária aos 38 minutos em Richarlyson e sofreu cartão amarelo. A bobagem custaria caro um minuto depois: o atacante caiu na área tentando cavar um pênalti e recebeu o segundo amarelo, que gerou automaticamente o vermelho. O Flamengo ficou com um a menos.
Era o que o São Paulo precisava para fazer o segundo: com ainda mais liberdade, Jorge Wagner cruzou com precisão para Fernandão, de cabeça, ampliar: 2 a 0 e festa da torcida tricolor, que começou a gritar: "o campeão voltou". Os torcedores rubro-negros, calados, não acreditavam no que viam, e se irritaram ainda mais quando Renato isolou a bola em uma cobrança de falta aos 44. Deivid, em uma tentativa individual, deu um chute fraco a gol aos 45, tornando fácil a defesa de Ceni.
Silas é chamado de burro, Fla melhora, mas Tricolor garante a vitória
Silas manteve o time só com um atacante na volta do segundo tempo. Baresi, contente com a vitória parcial, colocou a equipe do São Paulo no 3-5-2, com a saída de Cleber Santana e a entrada de Renato Silva. A primeira chance do Fla foi aos sete, com Willians chutando perto da trave direita de Ceni. Aos nove e, aos 11, Lomba teve trabalho: no primeiro lance, ele defendeu uma finalização de Fernandão. Na segunda, ele viu uma bola de Marlos passar perto do ângulo direito do seu gol.
Com o Tricolor mais fechado, o Flamengo começou a ter mais tempo para trabalhar a bola e ameaçar a meta de Ceni. Uma cobrança frontal de Leo Moura, aos 13, beijou a trave. Angelim pegou o rebote de cabeça e obrigou Xandão a tirar em cima da linha. A bola só sossegou nas mãos do homenageado da noite. O time carioca crescia de produção, e a torcida pedia "Pet, Pet".
Com a demora de Silas para mexer, os torcedores rubro-negros começaram a chamar o técnico de burro. Pouco depois, o comandante resolveu mudar tudo na frente: tirou Renato Abreu, bastante vaiado, para a entrada de Pet, e colocou Diego Maurício no lugar de Deivid, que também esteve apagado. No Tricolor, Ilsinho entrou para fazer a reestreia com a camisa do clube.
O São Paulo, fechado, tinha Marcelinho como única arma ofensiva. Enquanto isso, o visitante tentava pelo menos diminuir o prejuízo. A melhor chance do Flamengo surgiu aos 36, quando Willians foi derrubado por Miranda na meia-lua. Pet se preparou para cobrar, mas quem bateu foi Juan, que mandou por cima do gol de Ceni. O homenageado ainda precisou fazer uma defesa importante aos 44 minutos, após uma cabeçada de Jean. Mas trabalhou bem menos do que imaginava antes da partida.
GOLS:
- Postado por Adriel Henrique às 14:28
-
0
comentários
Sérgio Baresi quer a vitória contra o Flamengo para homenagear o capitão Rogério Ceni
Que o São Paulo evoluiu no Campeonato Brasileiro, ninguém questiona. Depois de ficar perto da zona de rebaixamento por algumas rodadas, a equipe reagiu e, após duas vitórias consecutivas, contra Atlético-GO e Atlético-MG, alcançou a décima colocação na tabela de classificação. E, nesta quarta, diante do Flamengo, o técnico Sérgio Baresi não esconde de ninguém: quer a trinca para, além de ver o time se aproximar do grupo da Libertadores, homenagear o goleiro e capitão Rogério Ceni, que na última terça-feira completou 20 anos de clube.
- Um resultado positivo contra o Flamengo é o melhor presente que podemos dar ao Rogério. Queremos marcar essa conquista da melhor maneira possível. Vamos entrar em campo vinculados a ela e nos preparamos para buscar a vitória a todo o momento – afirmou o treinador são-paulino.
Companheiro de Rogério Ceni no início da década de 90, Sérgio Baresi é só elogios ao camisa 1 do time do Morumbi que, diante do Flamengo, completará sua 925º partida pelo Tricolor.
- A maturidade do Rogério é algo que impressiona. É um atleta completo em todos os sentidos. No início da carreira, já demonstrava que seria brilhante. Era sempre um dos primeiros a chegar ao campo e o último a sair. Treina exaustivamente até hoje porque tem metas. Faço questão de frisar isso para quem está começando. Quando os mais jovens perceberem isso e se mirarem nesses ídolos, terão muito mais chance de vencer na vida também – concluiu o treinador.
- Um resultado positivo contra o Flamengo é o melhor presente que podemos dar ao Rogério. Queremos marcar essa conquista da melhor maneira possível. Vamos entrar em campo vinculados a ela e nos preparamos para buscar a vitória a todo o momento – afirmou o treinador são-paulino.
Companheiro de Rogério Ceni no início da década de 90, Sérgio Baresi é só elogios ao camisa 1 do time do Morumbi que, diante do Flamengo, completará sua 925º partida pelo Tricolor.
- A maturidade do Rogério é algo que impressiona. É um atleta completo em todos os sentidos. No início da carreira, já demonstrava que seria brilhante. Era sempre um dos primeiros a chegar ao campo e o último a sair. Treina exaustivamente até hoje porque tem metas. Faço questão de frisar isso para quem está começando. Quando os mais jovens perceberem isso e se mirarem nesses ídolos, terão muito mais chance de vencer na vida também – concluiu o treinador.
- quarta-feira, 8 de setembro de 2010
- Postado por Adriel Henrique às 13:25
-
0
comentários
Caricatura de Kaká estampa ingresso de São Paulo x Flamengo em homenagem aos 50 anos do estádio do Morumbi
Em comemoração aos 50 anos do estádio do Morumbi, o São Paulo vem homenageando craques que brilharam no seu gramado com caricaturas estampadas nos ingressos dos seus jogos. Para o duelo com o Flamengo, na noite desta quarta-feira, pela abertura do returno do Campeonato Brasileiro, o escolhido foi o meia Kaká.
Revelado pelo São Paulo, Kaká brilhou no Milan e hoje está no Real Madrid. E, da Espanha, o craque agradeceu a homenagem.
- Obrigado, São Paulo, pelo carinho e por tudo que tem feito por mim. O clube está fazendo homenagens para comemorar os 50 anos do Morumbi. E hoje é o meu dia - escreveu Kaká em seu twitter, com versões em português e inglês, além de ter colocado a imagem da caricatura como pano de fundo da sua página na rede social.
Os desenhos são de autoria de Glauco Diógenes. Antes de Kaká, ídolos como Pelé e Rogério Ceni já estamparam ingressos. O próximo jogo em casa, no duelo com o Internacional marcado para o dia 16 de setembro, a caricatura será do ex-governador de São Paulo e ex-presidente do clube, Laudo Natel, considerado o patrono da construção do Morumbi.
Revelado pelo São Paulo, Kaká brilhou no Milan e hoje está no Real Madrid. E, da Espanha, o craque agradeceu a homenagem.
- Obrigado, São Paulo, pelo carinho e por tudo que tem feito por mim. O clube está fazendo homenagens para comemorar os 50 anos do Morumbi. E hoje é o meu dia - escreveu Kaká em seu twitter, com versões em português e inglês, além de ter colocado a imagem da caricatura como pano de fundo da sua página na rede social.
Os desenhos são de autoria de Glauco Diógenes. Antes de Kaká, ídolos como Pelé e Rogério Ceni já estamparam ingressos. O próximo jogo em casa, no duelo com o Internacional marcado para o dia 16 de setembro, a caricatura será do ex-governador de São Paulo e ex-presidente do clube, Laudo Natel, considerado o patrono da construção do Morumbi.
- Postado por Adriel Henrique às 13:22
-
0
comentários
Rogério Ceni: a história de um mito e seus 20 anos de trabalho e dedicação
Um mito debaixo das traves. Uma máquina de conquistar títulos e quebrar recordes. No São Paulo, ninguém tem números tão expressivos quanto Rogério Ceni. Jogador com maior número de partidas disputadas (924), com o maior número de títulos oficiais conquistados (14), maior artilheiro do clube na história da Taça Libertadores da América (11 gols) e recordista de minutos sem tomar gols no Campeonato Brasileiro (988).
Os recordes se estendem para longe do Morumbi, afinal Rogério é o maior goleiro artilheiro do mundo (90 gols), recordista de jogos no Campeonato Brasileiro (403), foi eleito o craque do Nacional de 2007 e se tornou o único a jogador da América do Sul, em toda a história, a ter participado da eleição final da revista France Football para a eleição da Bola de Ouro (melhor jogador do mundo). Terminou na 27ª colocação na temporada 2007.
Nesta terça-feira, o paranaense de Pato Branco, aos 37 anos, marido de Sandra e pai das gêmeas Clara e Beatriz, hoje com cinco anos, escreverá o capítulo mais nobre de sua história como jogador ao completar 20 anos no clube do Morumbi. Ou, como o próprio camisa 1 diz, a sua segunda casa.
Em duas décadas, muita coisa mudou. O Brasil ainda não conhecia a internet, nem o telefone celular. O mundo assistia ao confronto entre Iraque e Kuwait, que, poucos meses depois, se transformaria na Guerra do Golfo. Ainda existia a União Soviética, que seria dissolvida um ano depois. No esporte, Ayrton Senna brigava pelo bicampeonato mundial contra Alain Prost e a Seleção Brasileira amargava um jejum de 20 anos sem ganhar uma Copa do Mundo. Nesse período, Rogério Ceni seguiu fazendo a mesma coisa e o mesmo trajeto todos os dias.
- É uma coisa engraçada pensar no que mudou em 20 anos. Hoje, estou mais experiente, mais careca (risos). Os anos foram caminhando, e a minha paixão pelo São Paulo só foi aumentando. Hoje, não consigo me imaginar jogando futebol sem ser com a camisa do São Paulo. Meu carro parece que está sempre no automático, vai sozinho para o CT. Vestir essa camisa é algo que dá motivação todos os dias e não tenho dúvida de que isso vai acontecer até o último dia da minha carreira - afirmou.
Nesses 20 anos, Rogério viveu imensas alegrias. Conquistou títulos, contabilizou recordes, chegou à Seleção Brasileira. Mas também teve decepções. Por duas oportunidades, essa história que hoje completa Bodas de Porcelana esteve perto de não acontecer. Por isso, o GLOBOESPORTE.COM montou uma linha do tempo para enumerar os principais fatos da carreira de um dos maiores nomes da história do clube do Morumbi.
Pressão logo no primeiro teste
Quinta-feira, 6 de setembro de 1990. Por influência de um conselheiro, Rogério Ceni deixou para trás propostas do Santos, Bragantino e Ferroviária e veio para a capital paulista para fazer um teste no São Paulo. Com 17 anos, a cidade grande já deixou o garoto muito assustado.
- Quando cheguei à cidade, uma das primeiras coisas que eu vi foi o estádio do Morumbi. E era algo de outro mundo, gigante, impressionante. Principalmente porque, três dias depois do teste, foi lá que fui morar por quatro anos. Hoje, como moro perto, passo todo dia em frente e acho a coisa mais normal do mundo – afirmou, rindo.
Voltando ao teste, Rogério Ceni fez aquecimento com o então preparador físico Sérgio Rocha e depois fez alguns trabalhos com o preparador de goleiros dos juniores, Gilberto. No intervalo, veio a oportunidade.
- O Forlán (Pablo, ex-jogador) era o técnico. Foi alguns meses antes do Telê chegar. O Gilberto fez alguns trabalhos específicos. Olhei para o campo onde o time principal treinava e vi o Gilmar de um lado e o Zetti do outro. Tinha eu e o Marcos como opções. Fui superbem, mas me lembro que tomei um golaço do Leonardo, de cavadinha. Ele saiu cara a cara comigo, eu tapei o canto e ele mandou por cima. Mas esse teste nunca vai sair da minha cabeça. Quando cheguei, não sabia o que aconteceria. E, minutos depois, estava num coletivo do time principal. No dia 7, fui ao Morumbi preencher toda a papelada e, dois dias depois, já estava morando no time do Morumbi - lembrou o goleiro.
Rogério não demorou muito e subiu para o time júnior. Em 1992, subiu para o time profissional, como terceiro goleiro, já que o reserva imediato de Zetti, Alexandre, havia morrido em um acidente de carro. No ano seguinte, voltou aos juniores para disputar e conquistar a Copa São Paulo daquele ano contra o Corinthians. Curiosamente, naquele time estava o zagueiro Sérgio Baresi, que hoje comanda o time profissional. Quando retornou ao profissional, logo depois, foi oficializado como reserva imediato de Zetti. No mesmo ano, fez sua estreia no time de cima, no troféu Santiago de Compostela, na partida contra o Tenerife, que terminou 4 a 1 para o Tricolor.
De 1994 a 1996, Rogério teve de aprender a desenvolver a paciência, já que Zetti vivia a melhor fase da sua carreira. Foram 205 longas partidas na reserva. Ele atuou apenas na Copa Conmebol, quando Muricy Ramalho utilizou o time reserva, carinhosamente chamado de “Expressinho”. Até que, em junho de 1996, seis meses antes do fim do seu contrato, Ceni recebeu proposta do Goiás para ser titular e ganhar três vezes mais o que recebia no clube do Morumbi.
- Eu respeitava muito o Zetti, mas queria jogar. Fui ao presidente Fernando Casal Del Rey e apresentei a proposta. Ele me disse para ter paciência que, no final do ano, o Zetti ganharia passe livre como uma forma de reconhecer tudo de bom que ele fez para o clube. E que, quando isso acontecesse, eu viraria titular. Nessa conversa, renovei meu contrato por dois anos e tudo que o presidente havia dito, aconteceu.
Nos treinamentos, Rogério crescia cada vez mais de produção e também se destacava com a bola nos pés. Um dia, começou a treinar faltas e, animado com os resultados, resolveu que tentaria se aperfeiçoar. Em determinados treinos, chegava a bater 40, 50 faltas. E o que ele tanto sonhava aconteceu no dia 15 de fevereiro, quando autorizado pelo então técnico Muricy Ramalho, foi ao ataque e, com uma cobrança perfeita, no canto esquerdo do goleiro Adinan, Ceni marcava seu primeiro gol de falta.
Rota de colisão com o presidente em 2001 quase o levou para o Cruzeiro
Em 2001, certamente Rogério Ceni viveu seu momento mais difícil dentro do clube. O então presidente Paulo Amaral acusou o jogador de inventar uma suposta proposta do Arsenal (ING) para ganhar aumento salarial. As duas partes entraram em rota de colisão, e o goleiro foi suspenso por 29 dias, quando também não recebeu salários. Até hoje, ele não esconde o incômodo com tudo o que ocorreu.
- Nunca mais tive contato com ele (Paulo Amaral) e nem quero ter. Guardo ressentimento de como ele tratou a questão. Não tinha por que ser assim. Quando o Juvenal assumiu, eu recebi uma proposta da Grécia e levei ao conhecimento do presidente, que preferiu não me vender O outro foi intransigente. Hoje, cada um tem sua importância no clube. Ele representa o clube apenas pelos dois anos em que foi presidente. Se eu pudesse, falava toda a verdade dessa história. Mas é melhor eu ficar quieto - afirmou.
Nessa época, Ceni esteve a um passo de se transferir para o Cruzeiro. Seria trocado por André e o clube mineiro ainda dava uma excelente compensação financeira. O negócio acabou não saindo e, na eleição seguinte, Paulo Amaral foi derrotado por Marcelo Portugal Gouvêa que, em um dos seus primeiros atos, renovou o contrato do camisa 1.
Passada essa turbulência, Ceni então virou o símbolo de uma equipe que, após ter passado anos brigando apenas pelo título estadual, voltou a se destacar no cenário nacional e sul-americano. Em 2003, o time garantiu o direito de voltar a disputar a Libertadores, o que não acontecia desde 1994. Em 2004, apesar da queda na semifinal diante do Once Caldas, a certeza de que o time estava no cominho certo. E isso acabou se comprovando em 2005, com os títulos paulista, da Taça Libertadores e do Campeonato Mundial de Clubes.
Entre 2006 e 2008, o São Paulo foi soberano no Brasil, conquistou o tricampeonato nacional e tornou-se o único time a ter seis títulos brasileiros. Em 2009, Ceni conheceu a pior lesão da sua carreira ao quebrar o tornozelo esquerdo num treinamento. Foram quatro meses de uma longa ausência. Hoje ele celebra o fato de voltar a atuar em alto nível. Em 2010, apesar da seca de títulos da equipe, ele contabilizou mais um recorde para sua carreira: o de maior artilheiro da história do clube na Taça Libertadores da América, com 11 gols.
Todo esse sucesso faz um senhor de 72 anos ir às lágrimas quando fala do filho. Em Sinop, onde mora o seu Eurydes, disse que seu coração está saindo pela boca de tanta alegria pelo sucesso de Rogério Ceni no São Paulo.
- Eu sou suspeito para falar do meu filho. Além de um filho maravilhoso, é um pai maravilhoso, tem um carinho muito grande com as filhas. Como jogador, não há o que dizer, os fatos e recordes dizem por si só. O Kiko (apelido do filho) é um privilegiado. No ano passado, quando ele se machucou e muitos duvidaram da sua recuperação, conversamos e senti muita vontade. Não tinha dúvida de que ele voltaria ainda melhor. E foi o que aconteceu. Vou fazer questão de ligar para ele e falar tudo que tenho vontade. O problema é que sou emotivo, vou chorar. Mas não tem importância. Ele merece tudo que a vida está lhe dando - concluiu o pai, feliz da vida.
Difícil dizer. Afinal, tudo que podia viver no São Paulo, eu vivi. Tenho grandes conquistas, tricampeonato brasileiro, sete anos seguidos na Libertadores, coisa que ninguém fez no nosso país. É claro que se dá muito valor a títulos. Mas o São Paulo cresceu demais. O CT de Cotia é algo impressionante. Sexta-feira passada estive no Morumbi, onde vivi por quatro anos, e fiquei absolutamente surpreso com tudo que vi. É um progesso muito grande. O São Paulo vem crescendo muito, apesar dos resultados não serem tão bons. Mas eu quero ganhar sempre mais, quero poder disputar uma nova oportunidade e ser tricampeão, coisa que ninguém fez até hoje.
Alguém vai alcançar essa marca. Vai surgir alguém, sem dúvida, mas não sei se alguém vai ficar todo esse tempo. Há décadas atrás, era uma coisa natural, normal. Hoje, com a globalização, é tudo mais complicado.
Todos tiveram sua parcela, mas sem dúvida, gostaria de falar do Telê Santana. Convivi com ele de setembro de 1990 a 1995. Foi quem me lançou no time profissional, que me ensinou muito. Era rígido demais com os jogadores, mas nunca deixou de ser correto com quem realmente trabalhava. Ele era meu parceiro de tênis. Naquela época era diferente. Os solteiros concentravam às 18h e os casados às 22h .Ele pedia para o segurança avisá-lo quando eu chegava, ligava no meu quarto e falava: "Vamos jogar? Como eu iria recusar esse pedido?" (risos). Lembro de uma vez que ele me chamou a atenção no CT. Eu estava sentado em cima da mesa da telefonista e ele me disse. "Na sua casa você senta em cima da mesa?" Isso mostra que no fundo ele tinha razão. Era um cara fantástico. Tenho uma admiração não só pelos títulos que ele conquistou, mas pelo jeito que ele conquistou. É um nome gravado para sempre na minha memória.
Ser presidente não é algo natural. Quero poder ajudar o São Paulo da maneira que eu puder. Não é uma profissão. Se um dia acontecer, a gente vê. A vida prepara surpresas. Tem gente mais preparada que eu para isso .Espero ajudar o São Paulo da melhor maneira possível.
Que avaliação faz de Sérgio Baresi?
Ele tem uma personalidade que precisa ser destacada. Com 37 anos, resolveu assumir uma obrigação que muitos recusariam. Eu mesmo não sei se estaria pronto. Ele é um cara muito trabalhador, estivemos juntos no início da carreira e, após um período muito ruim, o time começou a dar sinais de reação. Quem acha que eu interfiro na escalação dele não sabe nada. Ele escala, ele mexe, ele é o treinador. Eu apenas falo o que acho que seja necessário. Errado seria se eu falasse para ele tirar um jogador e botar outro. Isso eu nunca vou fazer.
Me sinto bem, super em forma. Apesar de algumas falhas, acredito que nas 924 partidas que estive em campo até agora, tenha mantido uma média muito boa. Tenho contrato até dezembro de 2012, a não ser que aconteça alguma lesão grave como em 2009. Hoje estou superbem e te diria que posso jogar até os 50 anos. Lá em 2012, a gente vê o que acontece - disse o jogador.
FONTE: Globoesporte.com
Os recordes se estendem para longe do Morumbi, afinal Rogério é o maior goleiro artilheiro do mundo (90 gols), recordista de jogos no Campeonato Brasileiro (403), foi eleito o craque do Nacional de 2007 e se tornou o único a jogador da América do Sul, em toda a história, a ter participado da eleição final da revista France Football para a eleição da Bola de Ouro (melhor jogador do mundo). Terminou na 27ª colocação na temporada 2007.
Nesta terça-feira, o paranaense de Pato Branco, aos 37 anos, marido de Sandra e pai das gêmeas Clara e Beatriz, hoje com cinco anos, escreverá o capítulo mais nobre de sua história como jogador ao completar 20 anos no clube do Morumbi. Ou, como o próprio camisa 1 diz, a sua segunda casa.
- Eu só tenho a agradecer, principalmente porque o São Paulo é uma extensão da minha vida. Como minha esposa, minhas filhas, tudo que conquistei devo a esse clube. Agradeço ao São Paulo porque todos trabalham para esse clube ser cada vez maior. São 20 anos de muito trabalho, de um trabalho que cada vez me dá mais prazer. Faço tudo aqui com muito carinho, com muito amor – lembrou o jogador, emocionado após receber a placa da diretoria na manhã da última segunda-feira, no salão nobre do estádio do Morumbi.
Muita coisa mudou em duas décadas. Menos a paixão entre Ceni e o São Paulo
- É uma coisa engraçada pensar no que mudou em 20 anos. Hoje, estou mais experiente, mais careca (risos). Os anos foram caminhando, e a minha paixão pelo São Paulo só foi aumentando. Hoje, não consigo me imaginar jogando futebol sem ser com a camisa do São Paulo. Meu carro parece que está sempre no automático, vai sozinho para o CT. Vestir essa camisa é algo que dá motivação todos os dias e não tenho dúvida de que isso vai acontecer até o último dia da minha carreira - afirmou.
Nesses 20 anos, Rogério viveu imensas alegrias. Conquistou títulos, contabilizou recordes, chegou à Seleção Brasileira. Mas também teve decepções. Por duas oportunidades, essa história que hoje completa Bodas de Porcelana esteve perto de não acontecer. Por isso, o GLOBOESPORTE.COM montou uma linha do tempo para enumerar os principais fatos da carreira de um dos maiores nomes da história do clube do Morumbi.
Pressão logo no primeiro teste
Quinta-feira, 6 de setembro de 1990. Por influência de um conselheiro, Rogério Ceni deixou para trás propostas do Santos, Bragantino e Ferroviária e veio para a capital paulista para fazer um teste no São Paulo. Com 17 anos, a cidade grande já deixou o garoto muito assustado.
- Quando cheguei à cidade, uma das primeiras coisas que eu vi foi o estádio do Morumbi. E era algo de outro mundo, gigante, impressionante. Principalmente porque, três dias depois do teste, foi lá que fui morar por quatro anos. Hoje, como moro perto, passo todo dia em frente e acho a coisa mais normal do mundo – afirmou, rindo.
Voltando ao teste, Rogério Ceni fez aquecimento com o então preparador físico Sérgio Rocha e depois fez alguns trabalhos com o preparador de goleiros dos juniores, Gilberto. No intervalo, veio a oportunidade.
- O Forlán (Pablo, ex-jogador) era o técnico. Foi alguns meses antes do Telê chegar. O Gilberto fez alguns trabalhos específicos. Olhei para o campo onde o time principal treinava e vi o Gilmar de um lado e o Zetti do outro. Tinha eu e o Marcos como opções. Fui superbem, mas me lembro que tomei um golaço do Leonardo, de cavadinha. Ele saiu cara a cara comigo, eu tapei o canto e ele mandou por cima. Mas esse teste nunca vai sair da minha cabeça. Quando cheguei, não sabia o que aconteceria. E, minutos depois, estava num coletivo do time principal. No dia 7, fui ao Morumbi preencher toda a papelada e, dois dias depois, já estava morando no time do Morumbi - lembrou o goleiro.
Rogério não demorou muito e subiu para o time júnior. Em 1992, subiu para o time profissional, como terceiro goleiro, já que o reserva imediato de Zetti, Alexandre, havia morrido em um acidente de carro. No ano seguinte, voltou aos juniores para disputar e conquistar a Copa São Paulo daquele ano contra o Corinthians. Curiosamente, naquele time estava o zagueiro Sérgio Baresi, que hoje comanda o time profissional. Quando retornou ao profissional, logo depois, foi oficializado como reserva imediato de Zetti. No mesmo ano, fez sua estreia no time de cima, no troféu Santiago de Compostela, na partida contra o Tenerife, que terminou 4 a 1 para o Tricolor.
Paciência, paciência, paciência
- Eu respeitava muito o Zetti, mas queria jogar. Fui ao presidente Fernando Casal Del Rey e apresentei a proposta. Ele me disse para ter paciência que, no final do ano, o Zetti ganharia passe livre como uma forma de reconhecer tudo de bom que ele fez para o clube. E que, quando isso acontecesse, eu viraria titular. Nessa conversa, renovei meu contrato por dois anos e tudo que o presidente havia dito, aconteceu.
Nos treinamentos, Rogério crescia cada vez mais de produção e também se destacava com a bola nos pés. Um dia, começou a treinar faltas e, animado com os resultados, resolveu que tentaria se aperfeiçoar. Em determinados treinos, chegava a bater 40, 50 faltas. E o que ele tanto sonhava aconteceu no dia 15 de fevereiro, quando autorizado pelo então técnico Muricy Ramalho, foi ao ataque e, com uma cobrança perfeita, no canto esquerdo do goleiro Adinan, Ceni marcava seu primeiro gol de falta.
Rota de colisão com o presidente em 2001 quase o levou para o Cruzeiro
Em 2001, certamente Rogério Ceni viveu seu momento mais difícil dentro do clube. O então presidente Paulo Amaral acusou o jogador de inventar uma suposta proposta do Arsenal (ING) para ganhar aumento salarial. As duas partes entraram em rota de colisão, e o goleiro foi suspenso por 29 dias, quando também não recebeu salários. Até hoje, ele não esconde o incômodo com tudo o que ocorreu.
- Nunca mais tive contato com ele (Paulo Amaral) e nem quero ter. Guardo ressentimento de como ele tratou a questão. Não tinha por que ser assim. Quando o Juvenal assumiu, eu recebi uma proposta da Grécia e levei ao conhecimento do presidente, que preferiu não me vender O outro foi intransigente. Hoje, cada um tem sua importância no clube. Ele representa o clube apenas pelos dois anos em que foi presidente. Se eu pudesse, falava toda a verdade dessa história. Mas é melhor eu ficar quieto - afirmou.
Nessa época, Ceni esteve a um passo de se transferir para o Cruzeiro. Seria trocado por André e o clube mineiro ainda dava uma excelente compensação financeira. O negócio acabou não saindo e, na eleição seguinte, Paulo Amaral foi derrotado por Marcelo Portugal Gouvêa que, em um dos seus primeiros atos, renovou o contrato do camisa 1.
Passada essa turbulência, Ceni então virou o símbolo de uma equipe que, após ter passado anos brigando apenas pelo título estadual, voltou a se destacar no cenário nacional e sul-americano. Em 2003, o time garantiu o direito de voltar a disputar a Libertadores, o que não acontecia desde 1994. Em 2004, apesar da queda na semifinal diante do Once Caldas, a certeza de que o time estava no cominho certo. E isso acabou se comprovando em 2005, com os títulos paulista, da Taça Libertadores e do Campeonato Mundial de Clubes.
Entre 2006 e 2008, o São Paulo foi soberano no Brasil, conquistou o tricampeonato nacional e tornou-se o único time a ter seis títulos brasileiros. Em 2009, Ceni conheceu a pior lesão da sua carreira ao quebrar o tornozelo esquerdo num treinamento. Foram quatro meses de uma longa ausência. Hoje ele celebra o fato de voltar a atuar em alto nível. Em 2010, apesar da seca de títulos da equipe, ele contabilizou mais um recorde para sua carreira: o de maior artilheiro da história do clube na Taça Libertadores da América, com 11 gols.
Todo esse sucesso faz um senhor de 72 anos ir às lágrimas quando fala do filho. Em Sinop, onde mora o seu Eurydes, disse que seu coração está saindo pela boca de tanta alegria pelo sucesso de Rogério Ceni no São Paulo.
- Eu sou suspeito para falar do meu filho. Além de um filho maravilhoso, é um pai maravilhoso, tem um carinho muito grande com as filhas. Como jogador, não há o que dizer, os fatos e recordes dizem por si só. O Kiko (apelido do filho) é um privilegiado. No ano passado, quando ele se machucou e muitos duvidaram da sua recuperação, conversamos e senti muita vontade. Não tinha dúvida de que ele voltaria ainda melhor. E foi o que aconteceu. Vou fazer questão de ligar para ele e falar tudo que tenho vontade. O problema é que sou emotivo, vou chorar. Mas não tem importância. Ele merece tudo que a vida está lhe dando - concluiu o pai, feliz da vida.
Bate bola com o capitão são-paulino
O que falta ainda conquistar no São Paulo?
Alguém vai quebrar a sua marca de 20 anos?
Técnico mais importante em sua carreira no São Paulo?
No futuro pretende ser presidente?
Que avaliação faz de Sérgio Baresi?
Ele tem uma personalidade que precisa ser destacada. Com 37 anos, resolveu assumir uma obrigação que muitos recusariam. Eu mesmo não sei se estaria pronto. Ele é um cara muito trabalhador, estivemos juntos no início da carreira e, após um período muito ruim, o time começou a dar sinais de reação. Quem acha que eu interfiro na escalação dele não sabe nada. Ele escala, ele mexe, ele é o treinador. Eu apenas falo o que acho que seja necessário. Errado seria se eu falasse para ele tirar um jogador e botar outro. Isso eu nunca vou fazer.
Vai jogar bem até o final do contrato? Existe a chance de renovar?
FONTE: Globoesporte.com
- terça-feira, 7 de setembro de 2010
- Postado por Adriel Henrique às 12:12
-
0
comentários
Assinar:
Postagens (Atom)
